Boas vindas a quem chega!

Este é um blog destinado a falar de tarot. Para escrever sobre tarot e suas infinitas possibilidades. Para ler tarot, presencialmente ou online.

Para agendar a sua leitura, entre em contato: pietratarot@icloud.com ou (11) 98136-2050

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Fazendo uma leitura, escrevendo.

Hoje aconteceu uma coisa bem curiosa que me lembrou de possibilidades de ajuda que podemos dar ao consulente.

Há muitos anos atrás, tive uma experiência interessante, lendo tarot, sem cartas. Contei essa experiência na coluna La Pietra Oracolare. Você pode ler aqui!

E hoje aconteceu uma coisa que me colocou pensando em um tanto de coisas. Uma amiga está com uma questão X e me mandou um mail pedindo uma conversa por telefone. Como eu estava na escola, não pude atender e pedi que ela me mandasse as perguntas por e-mail que eu faria a consulta e escreveria o resultado para ela. Combinamos a nossa "troca", afinal, nem relógio trabalha de graça, e fiz como prometido.

Ela mandou duas perguntas... Quando chegaram, peguei o deck... me concentrei nessa minha amiga... e em tudo que eu sei sobre ela. Como se eu pudesse tê-la o mais perto possível. Para o processo que ela está passando, tirei 3 cartas. Para uma ideia de como fazer depois, tirei uma... e por fim, acabei tirando uma coisa a mais... um conselho. Mais uma.

Eu saí da estrutura que ela tinha mandado e acabei usando a sensibilidade para poder ajudar a pessoa com o melhor que eu sabia. E isso é um lance interessante... porque é o tempo que te dá esse tipo de macete - conselhos, ideias, reformulações, trabalhar sem olhar a vida dos outros.

Eu fiquei pensando que isso aconteceu uma outra vez, ou vezes... mas as pessoas não tinham perguntas específicas, mas estavam em situações complicadas em suas vidas... E fiz leituras sem as pessoas por perto. Nesses casos, tendo a olhar o arcano pessoal e em que ano a pessoa está... Geralmente isso resolve a maior parte dos problemas. E se as pessoas tem mais perguntas, vamos conversando e tirando cartas, até que a pessoa consiga uma visão mais clara de sua vida.

Muita gente quer saber se tarot funciona eletronicamente... se funciona a distância. Muitas coisas têm me levado a pensar que sim. Principalmente se estamos pensando em contato humano, mesmo que à distância. Acredito que o inconsciente-coletivo não precisa de toque... mas de sintonia entre as pessoas. E é assim que fazemos essas leituras à distância, lendo e escrevendo.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Escrevendo: blogagem coletiva: Arcanos que apavoram

Tendo um treco! Arcanos que aparavoram...
Você é um bom oraculista, conhece seu instrumento, tiradas, símbolos... Mas, sempre tem aquela carta, aquele signo que você não queria que estivesse alí. Então, perguntamos para a primeira blogagem coletiva de 2011: qual arcano te faz ter um treco quando aparece na leitura?


Freaking out... foi o que eu pensei quando planejei essa blogagem coletiva com a Luciana. Tem carta que aparece e vc já começa: "putz... fudeu! E agora? O que eu falo para esse sujeito na minha frente? Que ele vai ter perdas? Vou deixar o sujeito apavorado..." blá blá blá... Ou então: "putz, me fudi... vou ficar com essa encrenca o resto do mês... que saco... vou ter que ficar de olho nela o tempo todo para não ter perdas e cuidar de cada passo que eu tiver ..." blá blá blá e geralmente isso é um saco, porque gera um stress imenso.


Então, dei uma olhada no baralho e, é claro, que passei pela Torre e deu um arrepio... e passei pela Lua e me deu outro, mas tem pequenas situações e coisas dos arcanos menores que pegam... e escolhi minhas cartas. Depois que eu as olhei pensei que, o que mais me assusta, são os lances de perda e dor. 

5 de ouros, 3 de espadas.
7 de espadas, 8 de espadas.

 Então, estão aí... e de cara... meu! Quantas cartas de espadas! Como pensamentos podem ser cruéis!
Por que eles apavoram?
5 de ouros: pela perda material... quero dizer: o que pode gerar isso? Dependendo da leitura, qqer coisa: de divórcio a doença... de roubo a estelionato. E vamos combinar que nada disso é bom...
3 de espadas: é pela dor. Porque o coração não despedaça, mas se fere... muito. E tem horas que a dor que está na alma chega a doer no corpo. Me lembro de quando minha avó faleceu, eu tinha dores nas pernas no dia seguinte...
7 de espadas: pelas palavras, e pela desonra de atacar pelas costas. Odeio isso... e acaba vindo de onde vc nem imagina. Ou de onde vc imagina, mas supera as suas expectativas. Me parece que quando essa dita cuja aparece, vc fica de farol aceso o tempo todo e isso é muito cansativo.
8 de espadas: pelo sentimento de estar perdido. E isso também causa dor. Porque nossos pensamentos mesmos podem nos cegar e nos deixar absolutamente sem ação... Nos assustamos e nos machucamos, porque, no íntimo, somos nós quem sabe melhor como fazer isso... E isso é muito apavorante.

Pronto... agora chega... vou procurar uma Estrela e tomar um chazinho pq fiquei muito apavorada!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Escrita: blogagem coletiva

Olá, pessoal! Chega um convite para escrita sobre tarot.
As blogagens coletivas que eu vinha organizando ano passado com a Luciana Onofre voltaram!


O tema agora é: Tendo um treco! Arcanos que aparavoram...
Você é um bom oraculista, conhece seu instrumento, tiradas, símbolos... Mas, sempre tem aquela carta, aquele signo que você não queria que estivesse alí. Então, perguntamos para a primeira blogagem coletiva de 2011: qual arcano te faz ter um treco quando aparece na leitura?


O texto pode ser compartilhando até o dia 1º de fevereiro. Você pode colocar o nosso banner e a descrição e escrever seu texto. Pode também nos enviar por mail: Pietra dichiaroluna@gmail.com ou Luciana creattrix@gmail.com 
Ou ainda nos deixar o link na página do Chá de Tarot, no Facebook, ou ainda aqui no blog. Faremos uma lista de todos os textos no dia 1/02.


Mãos à obra!!!
Pietra e Lú

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Tarot entre professores e alunos

Tarot for Dummies
Ontem, lendo mais alguns trechos do livro "Tarot for Dummies" da autora Amber Jayanti, peguei uma parte interessante na qual ela fala sobre como o tarot se tornou um instrumento de sala de aula e ajudou seus alunos a criarem estratégias para um melhor aprendizado... Não apenas de leitura e escrita, mas de expressão de um forma bem ampla.
Acho muito interessante como o tarot e os símbolos podem ser instrumentos para nosso conhecimento. O auto, sempre, acaba vindo primeiro, pois trata de um movimento pessoal de descobertas, mas depois, como compartilhar e fazer do tarot aprendizagem no sentido mais amplo da palavra!

Segue então a minha tradução e adaptação desse trecho do livro.

"(...) enquanto eu assistia às aulas de terceira série do meu filho no outono de 1978, não pude deixar de notar como muitas crianças tinham dificuldades para ler. Do nada, pensei que essas crianças poderiam brincar com o tarot. Depois de criar um tanto de coragem, eu perguntei à professora se poderia tentar uma coisa para ajudar os que tinham dificuldade. Querendo qualquer ajuda que pudesse ter, a professora concordou e fui em frente.

Na semana seguinte, eu levei para a sala um livro de colorir de tarot no estilo Builders of the Adytum Tarot. Enquanto todos estavam empolgados colorindo, pedi que pensassem em histórias das quais as imagens que estavam trabalhando fizessem parte. Eu escrevi as histórias com letra bem grande. Quando terminaram de colorir as figuras, cada um tinha de ler o que tinham dito para mim. Ou seja, encontrar entre muitos escritos, onde estava o seu. As crianças e eu achamos essa aventura de aprendizado com todo o cérebro (whole-brain learning) muito divertida. No fim do ano escolar, cada criança completou os arcanos maiores e tinha um livro de histórias e imagens para levar para casa, e o melhor de tudo, se sentiam mais confiantes com suas habilidades de leitores. 


No ano seguinte, eu fui convidada para demonstrar essa técnica em um encontro de professores. Eu chamei a atividade de Educação do lado direito e esquerdo do cérebro para professores (Right Brain/ Left Brain Education for Teachers). E, a despeito de uma ligação de um grupo ultraconservador de religiosos prometendo boicotar mina atividade, o encontro foi um grande sucesso." Tarot for Dummies, pp. 30, 31



Chá de tarot - leitura, escrita e agora: conversa!

Aqui falamos de ler e escrever... que tal conversar?

Quero convidar a todos para participarem do Chá de Tarot, no qual podemos conversar sobre tarot, fazer práticas, ler para os outros presentes, receber leituras, conhecer decks novos.

Um momento para deixar tudo que é tarot fluir.

Acontece dia 19 de fevereiro de 2011, às 14hs, na Casa de Bruxa.
Quaisquer dúvidas, é só me escrever!
Bjos
Pietra

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Leitura, a de lua cheia

Eu venho fazendo isso faz quase 10 anos... Ou muito tempo assim... Lua cheia é sempre um momento oracular para mim.

Tudo começou com o culto aos ancestrais, e seu rito na lua cheia e a vontade de aprender sua sabedoria, seus antigos conselhos. E um bom jeito de fazer isso me pareceu ser o tarot. Primeiro, os maiores. Sempre uma orientação para aquela lunação.

Então, o tempo passou e o culto a Apollo sw afinou e fortaleceu. Foi quando o tarot passou a fazer parte de mim como uma segunda língua, uma outra forma de fazer falar, ler e escrever o que está a minha volta.

Assim, entraram os arcanos menores. Na época do Grupo de Estudos de Tarot, passamos até a montar pequenas rotas pelo mês colocando um arcano maior entre 2 menores. Ou seja, 3 arcanos da lunação.

E me parece que este tempo voltou e o exercício está sendo feito novamente: uma lua cheia, um maior que é o tom do caminho e 2 menores que montam o caminho.

Então fica o convite para quem quiser esse tipo de aconselhamento mensal. É dó entrar em contato que conversamos!

Uma ótima lunação a todos,
Pietra

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Pensamentos sobre ler tarot profissionalmente

Este ano é um turning point para mim... acho que muita coisa muda... Já mudou pra falar a verdade... O começo do ano foi de realização de sonhos e de matar a saudade... Quer dizer, o ano já não começou como todos os outros. E seu tempo promete desafios. Como pular para uma outra vida. Aliás, desde que eu fiz 30 anos, eu tenho essa impressão que tudo se junta para nada mais ser como antes. Nada mais de vida velha.

Um dos meus desafios esse ano de 2011 é fazer uma coisa que eu gosto muito e que enriquece espiritualmente de uma forma mais profissional, sistemática e organizada, ou seja, quero que as leituras que eu faço para amigos e conhecidos, de forma esporádica, sejam feitas para pessoas ainda mais distantes e de forma contínua e cotidiana. Como um trabalho. Como o ofício que é.

Acredito que ler profissionalmente tarot é um experiência muito rica. Porque pegamos, com o tempo, nuances muito sutis dos grandes temas que levam as pessoas buscar um oráculo: sáude, trabalho, finanças, relacionamentos.

Além disso, é oportunidade genuína de ajudar a comunidade, ser útil ao bem viver das pessoas. Afinal, as coisas são como se dizem: você bem, a comunidade bem.

Então, começa aqui. A vontade já existia... agora é tocar em frente. E se você, leitor do blog, quiser uma leitura de tarot, é só entrar em contato!
Pietra

domingo, 16 de janeiro de 2011

Tarot: uma linguagem

Imagem: A Justiça, The Food Scales, do Kitchen Tarot, de Susan Shie.

Sempre considerei o tarot uma linguagem. Como a língua portuguesa, utilizamos símbolos, que no caso da nossa língua são letras, para traduzir pensamentos, ideias, conceitos... Escrevemos o que falamos com letras que, juntas, formam palavras que representam coisas que existem fora do papel.

O tarot coloca em cartas símbolos que traduzem, através da fala do tarólogo, sentimentos, situações, dilemas, alertas, ideias, insights...

O tarot ou tarô - eu gosto mais com T - é uma língua que qualquer falante de qualquer outra língua pode falar. E acaba também, por escrever. É conhecer símbolos e reconhecê-los em situações do dia-a-dia, da teoria, dos sonhos... da vida que acontece em níveis profundos ou em atividades que nem pensamos sobre.

Ler é ver os símbolos e, em seu cérebro, decodificá-los e dar um sentido. Quando olhamos para a balança na carta da Justiça sabemos que estamos falando, de cara de: dualidade, ambivalência, equilíbrio. Depois, que vemos isso, vamos interpretando. O que é dualidade? O que é equilíbrio? O que eles significam? Ler é decodificar, mas também, e de forma preponderante para valorar a leitura, é preciso compreender.

Escrever é um processo ainda mais difícil, porque além de todo o processo da leitura, temos que representar. E para isso precisamos saber quais letras usar... que sons elas têm, que combinação precisa ser feita. E com os símbolos, precisamos saber: como vamos representar a Ordem Universal da Justiça, por exemplo. E aí, nascem tantos e tantos decks de tarot.

Ler tarot é compreender... traduzir... para o consulente. E para isso, sinta-se à vontade para entrar em contato e marcar uma leitura.
Escrever tarot é para compartilhar e ter outros insights... E para isso, sinta-se à vontade para comentar no blog e expressar-se.
Conversar tarot é um objetivo aqui. Para consulentes, tarólogos, professores, estudantes, curiosos.

Ler e escrever tarot é atuar num mundo de símbolos e de conhecimento dO Mundo e de si.

Bem vindos!

Pietra